quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Resenha: Quem é você, Alasca?

“Passamos a vida inteira no labirinto, perdidos, pensando em como um dia conseguiremos escapar e em quanto será legal. Imaginar esse futuro é o que nos impulsiona para a frente, mas nunca fazemos nada. Simplesmente usamos o futuro para escapar do presente.”

Miles Halter é um adolescente fissurado por célebres últimas palavras — e está cansado de sua vidinha segura e sem graça em casa. Vai para uma nova escola à procura daquilo que o poeta François Rabelais, quando estava à beira da morte, chamou de o “Grande Talvez”. Muita coisa o aguarda em Culver Creek, inclusive Alasca Young. Inteligente, engraçada, problemática e extremamente sensual, Alasca levará Miles para o seu labirinto e o catapultará em direção ao Grande Talvez.
Quem é você, Alasca? É um livro difícil, bem diferente da narrativa do A culpa e das estrelas que é mais leve e fácil. O que é estranho por que Quem é você, Alasca? Tem menos páginas e não é um drama anunciado sobre adolescentes com câncer, mas mesmo assim consegue ser mais triste e melancólico. É difícil acreditar em como o livro que você compra sendo uma história de romance adolescente, de repente, se transforma em tudo aquilo que ele já era na verdade e ninguém fez o favor de avisar a gente.
Conclusão: Quem é você, Alasca? é um livro ótimo e muito bonito. Ao mesmo tempo que ele tem partes engraçadas ele é um livro melancólico e filosófico, ou seja, a cara do John Green. Então leia, mas prepare-se, ele não é um livro tão YA como aparenta ser.
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